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Onde ficar no Rio de Janeiro

Copacabana, Ipanema, Leblon, Botafogo ou Santa Teresa: para quem é cada bairro do Rio de Janeiro, com prós, contras e o que olhar antes de reservar.

Por Lucas Romero

Vista aérea do Arpoador: pedras, uma praia pequena e, atrás, a praia de Ipanema com o morro Dois Irmãos
Foto: Marcos Paulo Prado no Unsplash (licença do Unsplash)

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Os bairros em resumo

BairroIdeal para
Copacabanaprimeira viagem, estadias curtas e orçamentos variados
Ipanemacasais e quem prioriza a praia e pode pagar um pouco mais
Leblonfamílias e viagens sem pressa
Botafogobom custo-benefício sem sair da zona sul
Santa Teresaquem já conhece o Rio ou busca clima de bairro

Copacabana

Quatro quilômetros de praia urbana, a maior oferta de hotéis da cidade e três estações de metrô.

Ideal para: primeira viagem, estadias curtas e orçamentos variados

Ipanema

Praia mais cuidada, ruas arborizadas com lojas e restaurantes, e o pôr do sol do Arpoador a pé.

Ideal para: casais e quem prioriza a praia e pode pagar um pouco mais

Leblon

A continuação de Ipanema: mais residencial, mais tranquilo e, em geral, o bairro mais caro.

Ideal para: famílias e viagens sem pressa

Botafogo

Bairro de bares e restaurantes com metrô, a poucas estações das praias. A praia do bairro não é própria para banho.

Ideal para: bom custo-benefício sem sair da zona sul

Santa Teresa

Bairro no alto, com casarões, ateliês e pousadas com vista. Longe do mar e com ladeiras.

Ideal para: quem já conhece o Rio ou busca clima de bairro

A resposta curta: na primeira viagem, querendo praia e tudo por perto, fique em Copacabana. Se a prioridade for uma praia mais bonita e o orçamento permitir, Ipanema ou Leblon. Para gastar menos sem sair da zona sul, Botafogo. E se você prefere um bairro com personalidade e não liga de ficar longe do mar, Santa Teresa.

Como escolher o bairro

Três perguntas resolvem a maior parte da decisão:

  • Quer ir à praia a pé? Então a escolha fica entre Copacabana, Ipanema e Leblon. Em Botafogo e Santa Teresa é preciso pegar metrô ou táxi.
  • Quanto pesa o orçamento? Na mesma categoria de hotel, o comum é o Leblon ser o mais caro, depois Ipanema, com Copacabana e Botafogo oferecendo mais opções econômicas.
  • Como você vai circular? Os quatro primeiros bairros da lista têm metrô. Santa Teresa não: lá você depende de táxi e aplicativo. De carro, a garagem do hotel vira critério.

Copacabana

É o bairro com mais hotéis do Rio e o mais fácil para uma primeira viagem. A praia tem cerca de quatro quilômetros e movimento o dia inteiro; atrás dela há um bairro denso, com mercados, farmácias e restaurantes de todos os preços. Três estações de metrô ligam Copacabana a Ipanema e ao Centro.

A favor: preços para todos os bolsos, transporte e serviços à mão. Contra: é barulhento e movimentado, e muitos prédios são antigos, então vale conferir fotos e avaliações de cada hotel. Para algo mais calmo, veja hospedagens no Leme, o canto do bairro junto ao morro.

Ipanema

Menor e mais cuidada do que Copacabana. A praia é ponto de encontro da cidade e, na ponta, a pedra do Arpoador reúne gente todo fim de tarde para ver o pôr do sol. A duas ou três quadras do mar fica a rua comercial do bairro, com lojas, cafés e restaurantes.

A favor: dá para fazer tudo a pé e tem metrô. Contra: as diárias são mais altas e há menos hotéis, então na alta temporada lota cedo.

Leblon

É a continuação de Ipanema, do outro lado do canal. Tem o mesmo tipo de praia, menos turistas e clima residencial, com bons restaurantes. Costuma ser o bairro mais caro da cidade e o de menor oferta hoteleira.

A favor: tranquilidade e um trecho de praia muito frequentado por famílias com crianças pequenas. Contra: o preço, e fica um pouco mais longe do Centro e do Pão de Açúcar.

Botafogo

Não é bairro de praia: a enseada tem uma das melhores vistas do Pão de Açúcar, mas a água não é própria para banho. Em compensação, tem hotéis e hostels mais em conta, muitos bares e restaurantes frequentados por cariocas, e metrô: Copacabana fica a uma ou duas estações.

A favor: preço, vida de bairro e proximidade do bondinho do Pão de Açúcar, que sai da vizinha Urca. Contra: para ir à praia é sempre preciso se deslocar.

Santa Teresa

Bairro no alto de um morro, com casarões do começo do século XX, ateliês, bares e pousadas com vista para a baía. O bonde histórico liga o bairro ao Centro passando sobre os Arcos da Lapa.

A favor: é o bairro com mais personalidade da lista e tem hospedagens pequenas e charmosas. Contra: fica longe das praias, tem ladeiras e não tem metrô. À noite, o sensato é circular de táxi ou aplicativo.

Outros bairros que aparecem na busca

  • Barra da Tijuca. Praia longa e hotéis grandes, bem longe dos passeios clássicos. Faz sentido para eventos na região ou para quem quer ficar no hotel.
  • Centro e Lapa. Diárias baixas e boa conexão, mas à noite e nos fins de semana muitos quarteirões ficam vazios. Melhor para viagem a trabalho do que para férias.
  • Flamengo e Catete. Entre o Centro e Botafogo, com metrô e preços moderados. Boa alternativa quando a zona sul está lotada.

Antes de reservar

  • Veja no mapa a quantas quadras ficam a praia e o metrô: dentro do mesmo bairro isso muda bastante.
  • No Réveillon e no Carnaval, confira o mínimo de noites e a política de cancelamento antes do preço.
  • Indo de carro, confirme se há garagem e qual é a diária do estacionamento.
  • Na orla, peça quarto de fundos se o barulho incomoda; se quiser vista para o mar, confirme por escrito.

Mapa de hospedagens

O mapa é carregado da Stay22, um serviço externo.

Perguntas frequentes

Qual é o melhor bairro para a primeira vez no Rio?
Copacabana. Tem praia, metrô, hotéis de todos os preços e fica no meio do caminho entre Ipanema e os passeios do Centro e do Pão de Açúcar.
Onde ficar gastando menos?
Botafogo, Flamengo e Catete costumam ter diárias mais baixas do que os bairros de praia, e todos têm metrô. Em Copacabana, os quarteirões mais afastados da orla também saem mais em conta.
Onde ficar com crianças?
O Leblon é o bairro mais tranquilo da zona sul e tem um trecho de praia muito usado por famílias. Se o orçamento não permitir, o Leme, no canto de Copacabana, é mais calmo do que o miolo do bairro.
Vale a pena ficar na Barra da Tijuca?
Só se a viagem girar em torno da região ou se a ideia for um hotel grande com piscina e poucos passeios. Da Barra, cada ida aos pontos clássicos toma bastante tempo.
Com quanta antecedência reservar?
Para Réveillon e Carnaval, com vários meses, e contando com pacotes de várias noites. Nos feriados prolongados, quanto antes melhor. No resto do ano, algumas semanas costumam bastar.

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